
A realização do Curso de Formação de Professores no Sistema Braille pela ACP representa muito mais do que uma ação de qualificação profissional. A iniciativa reafirma o compromisso histórico da entidade com a construção de uma educação pública verdadeiramente inclusiva, acessível e capaz de garantir que nenhum estudante seja excluído do direito de aprender.
Em um cenário em que os desafios da inclusão ainda fazem parte da realidade de muitas escolas públicas brasileiras, investir na formação de professores significa enfrentar uma das principais barreiras existentes dentro do sistema educacional: a falta de preparo e de estrutura para atender estudantes com deficiência visual de forma plena, humana e pedagógica.
Ao promover uma formação específica em Sistema Braille, a ACP fortalece o papel da escola pública como espaço de acolhimento, desenvolvimento humano e transformação social. O domínio do Braille permite que professores e professoras ampliem sua capacidade de comunicação, mediação pedagógica e acompanhamento do processo de aprendizagem dos estudantes com deficiência visual, garantindo mais autonomia, participação e acesso ao conhecimento dentro das salas de aula.
A educação inclusiva não pode existir apenas no discurso, ela precisa acontecer na prática, no cotidiano escolar, no planejamento pedagógico, nos materiais acessíveis e, principalmente, na preparação dos profissionais que estão diariamente dentro das escolas públicas. Para a ACP, defender inclusão significa defender condições reais para que todos os estudantes tenham acesso à aprendizagem com dignidade, respeito e igualdade de oportunidades.
A formação também evidencia a importância da valorização profissional e da formação continuada dos trabalhadores da educação. Em um contexto de profundas transformações sociais e educacionais, preparar os educadores para lidar com diferentes realidades dentro da escola é fortalecer toda a rede pública de ensino e ampliar as possibilidades de desenvolvimento dos estudantes.
Mais do que ensinar um sistema de leitura e escrita, o Braille representa autonomia, independência e acesso ao mundo para milhares de pessoas com deficiência visual. Quando a escola pública possui profissionais preparados para trabalhar com inclusão, ela rompe barreiras históricas de exclusão e reafirma seu papel social como instrumento de emancipação e cidadania. A ACP destaca que construir uma educação pública inclusiva exige investimento, compromisso político e valorização da formação dos profissionais da educação. A entidade reforça que não existe educação de qualidade sem acessibilidade e que garantir inclusão é também garantir permanência, aprendizagem e desenvolvimento para todos os estudantes.
Realizado em parceria com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), o curso reúne professores e professoras da Rede Municipal e da Rede Estadual de Ensino em uma formação que fortalece práticas pedagógicas inclusivas e amplia o olhar da escola pública sobre diversidade, acessibilidade e direitos humanos.
Ao promover iniciativas como essa, a ACP reafirma sua trajetória histórica de defesa da educação pública, da valorização profissional e da construção de uma escola mais democrática, humana e preparada para acolher todas as realidades presentes dentro da sala de aula. Mais do que uma formação, o curso representa um compromisso concreto com a inclusão e com a construção de uma educação pública capaz de abrir caminhos, transformar vidas e garantir oportunidades para todos.
Assessoria de Imprensa/ Marithê do Céu

















