
A defesa do concurso público como instrumento estruturante da valorização profissional e da qualidade da educação segue produzindo resultados concretos a partir da atuação organizada da ACP. Os recentes avanços registrados tanto na Rede Estadual quanto na Rede Municipal de Ensino não são movimentos isolados, mas expressão direta de uma agenda construída com pressão institucional, articulação política e compromisso contínuo com os direitos da categoria.
No âmbito estadual, a autorização de um novo concurso com cerca de 2 mil vagas para professores representa um passo relevante na recomposição do quadro efetivo. A medida dialoga com uma pauta histórica da ACP e da Fetems, que há anos denunciam os efeitos da precarização nas relações de trabalho nas escolas públicas, marcada pelo uso excessivo de contratos temporários e pela fragilização da carreira docente.
Mais do que a abertura de vagas, o anúncio reafirma um princípio central defendido pela entidade: não há política educacional consistente sem investimento direto nos profissionais da educação. A confirmação da convocação dos remanescentes do último concurso até 30 de junho reforça o reconhecimento de direitos já constituídos e evidencia a necessidade de dar continuidade ao processo de fortalecimento do quadro efetivo.
Esse cenário não se estabelece por iniciativa espontânea do poder público. Ele é resultado de uma atuação sindical que compreende que valorização não se constrói com medidas pontuais, mas com políticas permanentes, sustentadas por planejamento, responsabilidade e compromisso com a educação pública.
No município de Campo Grande, essa mesma compreensão se materializa na prorrogação por mais dois anos da validade do concurso vigente. A decisão evita o encerramento de um processo ainda com candidatos aptos à nomeação e preserva o direito de profissionais que aguardam convocação, ao mesmo tempo em que responde à necessidade concreta de recomposição do quadro nas escolas.
A ACP atuou de forma direta para garantir essa prorrogação, sustentando que permitir o vencimento do concurso diante da carência de professores significaria legitimar a continuidade de um modelo precário de contratação, que impacta negativamente tanto as condições de trabalho quanto a qualidade do ensino ofertado à população.
Para o presidente da ACP, Gilvano Bronzoni, os avanços registrados reforçam uma compreensão que a entidade defende de forma permanente. “Quando o poder público realiza concurso e convoca os aprovados, ele cumpre uma obrigação com a educação pública. O fortalecimento do quadro efetivo está diretamente ligado à valorização da carreira, ao cumprimento do piso salarial e à qualidade do ensino. Essa é uma pauta estruturante para a ACP”, afirma.
Gilvano também ressalta que, apesar dos avanços, o cenário ainda exige continuidade na luta e coerência nas decisões. “Ainda convivemos com redes que mantêm um número elevado de profissionais temporários. Isso fragiliza a carreira, compromete a continuidade pedagógica e desvaloriza o trabalho docente. A ACP seguirá atuando para que o concurso público deixe de ser uma resposta pontual e passe a ser uma política permanente”, destaca.
A entidade mantém a cobrança junto à Prefeitura de Campo Grande pela realização de um novo concurso, articulado a um levantamento real das necessidades da rede. Para a ACP, enfrentar o déficit de professores exige planejamento consistente e compromisso com a estrutura da carreira.
Ao consolidar esses avanços, a ACP reafirma seu papel na defesa dos direitos da categoria e na construção de uma educação pública sólida. Mais do que registrar conquistas, o momento exige aprofundar o debate sobre o modelo de educação que está sendo construído e o lugar que os profissionais ocupam dentro desse projeto. Para a entidade, esse ponto é inegociável: não há educação de qualidade sem valorização concreta, e não há valorização sem concurso público, carreira estruturada e respeito aos direitos dos trabalhadores.
Assessoria de Imprensa/ Marithê do Céu


















