
Documento apresentado pelo Sindicato e subscrito por dezenas de entidades repudia episódio ocorrido durante o 29º Congresso Estadual e reafirma a defesa do respeito às mulheres e às instâncias democráticas do movimento sindical
A ACP, Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública, apresentou durante o 29º Congresso Estadual da FETEMS Professor Wilson Biasotto uma moção de repúdio em razão de um episódio ocorrido durante o evento, realizado entre os dias 20 e 23 de agosto, em Dourados.
O documento, subscrito por dezenas de sindicatos municipais filiados à Federação, manifesta repúdio à conduta atribuída ao professor Joaquim Soares de Oliveira Neto em relação à professora Ana Maria de Oliveira, integrante da direção da FETEMS, e à equipe responsável pela recepção do Congresso.
Segundo a moção, Joaquim apresentou seu nome durante a assembleia da ACP que elegeu a delegação de Campo Grande, mas não foi escolhido como delegado para o Congresso. A abertura do evento era pública, permitindo sua participação naquele momento. Já os espaços posteriores de debate e deliberação eram restritos aos delegados eleitos pelas assembleias dos sindicatos filiados, conforme as regras estatutárias da Federação.
O documento relata que, ao ter a entrada no espaço reservado aos delegados negada, houve uma tentativa de acesso e um comportamento que os signatários classificaram como agressivo e desrespeitoso contra a dirigente sindical Ana Maria de Oliveira e integrantes da equipe de recepção, composta majoritariamente por mulheres.
Diante do episódio, a ACP e os sindicatos que subscreveram a manifestação formalizaram pedido de desculpas e solidariedade à professora Ana Maria e às trabalhadoras que integravam a organização do evento. A moção também registra repúdio ao comportamento relatado e destaca que qualquer questionamento ou discordância deve ser apresentado pelas vias democráticas, sem agressividade e com respeito às pessoas.
Ao levar a questão ao maior espaço de deliberação da FETEMS, a ACP reafirmou um princípio fundamental da organização sindical: divergências fazem parte da democracia, mas precisam ser enfrentadas por meio do diálogo, do respeito às decisões coletivas e do cumprimento das normas definidas pelas próprias entidades.
A manifestação também chama atenção para o enfrentamento permanente às diferentes formas de violência e desrespeito contra as mulheres, inclusive nos espaços políticos e sindicais.
Para a ACP, defender a democracia sindical também significa assegurar que dirigentes, trabalhadores e trabalhadoras possam exercer suas funções e participar dos espaços coletivos com dignidade, segurança e respeito.
A moção abaixo foi apresentada em Dourados, em 23 de agosto, durante o encerramento do 29º Congresso Estadual da FETEMS Professor Wilson Biasotto.
Assessoria de Imprensa/ Marithê do Céu





