
Cerca de 300 professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande aprovaram, por unanimidade, a realização de uma paralisação no próximo dia 12 de junho. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral Extraordinária promovida pela ACP na noite desta segunda-feira (8), após a categoria analisar a resposta oficial da Prefeitura ao pedido de cumprimento do reajuste de 5,4% previsto na política do Piso 20h.
A mobilização representa uma reação direta à negativa do Executivo Municipal em aplicar o percentual pactuado com os trabalhadores da educação. Em documento encaminhado ao Sindicato, a Prefeitura alegou inviabilidade financeira para cumprir, neste momento, o reajuste previsto na repactuação firmada em 2025, embora reconheça a existência do compromisso assumido com a categoria.
A resposta foi recebida com preocupação pelos profissionais da educação, que lotaram o auditório da ACP para discutir os próximos encaminhamentos do movimento. Durante a assembleia, o presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública, Gilvano Bronzoni, destacou que a discussão vai além da aplicação de um índice salarial. Segundo ele, o centro do debate é o cumprimento de um compromisso construído por meio do diálogo e da negociação entre a categoria e o poder público.
“A política do Piso 20h é fruto de uma luta histórica dos profissionais da educação. Não estamos discutindo apenas números. Estamos defendendo uma conquista construída coletivamente e o respeito aos compromissos assumidos com a categoria”, afirmou.Ao longo da assembleia, os professores defenderam a necessidade de fortalecer a mobilização e ampliar o diálogo com a comunidade escolar. As intervenções foram marcadas pela defesa da unidade da categoria e pela compreensão de que o momento exige participação ativa dos trabalhadores da educação na construção dos próximos passos do movimento.
A professora Ayla Boch destacou a importância de uma resposta rápida e organizada da categoria. O secretário de Comunicação da ACP, Flávio Peixoto, defendeu uma mobilização ampla para demonstrar a força dos profissionais da educação diante da negativa apresentada pelo Executivo. A professora Juliana Lima ressaltou a necessidade de intensificar o trabalho de base nas escolas, enquanto o professor Washington Pagani chamou atenção para a importância da unidade entre efetivos, convocados e demais segmentos da rede.
À medida que os debates avançavam, consolidou-se entre os presentes o entendimento de que a resposta encaminhada pela Prefeitura não atendia às expectativas da categoria. O posicionamento resultou na aprovação unânime da paralisação do dia 12 de junho. Com a deliberação, a ACP dará início aos encaminhamentos legais necessários para a realização do movimento e intensificará as ações de mobilização nas unidades escolares nos próximos dias.
Ao encerrar a assembleia, Gilvano Bronzoni convocou os profissionais da educação para participarem do ato que será realizado durante a paralisação e reforçou que a defesa da política do Piso 20h continuará sendo uma das principais pautas da categoria.
A decisão tomada pelos professores marca uma nova etapa da mobilização dos trabalhadores da Rede Municipal de Ensino. Mais do que uma paralisação, o movimento representa a defesa de uma conquista construída ao longo de anos de luta sindical e reafirma a disposição da categoria em cobrar o cumprimento integral da política de valorização profissional pactuada com o município.
Assessoria de Imprensa/ Marithê do Céu





















