Professores de Campo Grande fazem manifestação em defesa da escola pública

         Mais de 600 profissionais da educação pública de Campo Grande participaram do da caminhada e panfletagem cobrando apoio e investimento na educação. O ato é uma iniciativa da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) como parte da 14ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Escola Pública que acontece de 23 a 25 de abril, em todo o país.
        Os professores se concentraram as 8h, na sede do sindicato, e saíram em caminhada pela rua Rui Barbosa, Av. Afonso Pena, parando na esquina com a 14 de julho, no centro de Campo Grande. Na manifestação, os educadores panfletaram e conversaram com a população, pedindo apoio para a educação pública.Dos governantes, os professores cobram mais compromisso e investimento.

         A pauta de reivindicações inclui aplicação de 10% do PIB e 100% dos recursos do Pré-Sal na educação; aprovação do PNE (Plano Nacional de Educação) e o cumprimento da Lei Federal 11.738/08, que se refere ao piso salarial e a hora-atividade. Os professores da rede municipal de Campo Grande buscam o valor do piso nacional de 1.597,00 para uma jornada de 20h semanais. Hoje, o piso na capital de Mato Grosso do Sul é de R$ 1.191,02 para as mesmas 20h de trabalho.
         O presidente da ACP, Geraldo Alves Gonçalves, lembra que a paralisação das aulas é uma forma de chamar atenção para a necessidade de melhorias da educação e, por isso, o envolvimento e apoio de toda a sociedade é importante. “A participação dos pais e alunos é relevante, tendo em vista que a escola pública de qualidade e a valorização dos trabalhadores em educação pleiteada pelo sindicato são de interesse de todos”, convoca Geraldo.
         À tarde, os educadores de Camop Grande participaram de audiência pública "Educação Pública, eu apoio" na Assembleia Legislativa de MS. O ato foi proposto pela Fetems em parceria com o deputado estadual Pedro Kemp. O debate contou com a colaboração do representante da CNTE (COnfederação Nacinal dos Trabalhadores em Educação) e da CUT, professor Antônio Carlos Hilário, que fez uma análise da educação pública brasileira, a partir dos temas propostos pela 14ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Escola Pública.