PEC 32 Não! ACP conclui ano de luta com vigília em Brasília que sela enterro da Reforma Administrativa

A luta sindical faz a diferença! Delegação da ACP finalizou as ações em mais uma vigília contra a PEC 32 em Brasília. Foram dois dias de luta intensa, na terça e quarta-feira (14 e 15/12), que começaram com recepção dos parlamentares no aeroporto de Brasília e seguiu em mobilização na Câmara dos Deputados.

Com programação voltada para a pressão e o pedido de apoio de parlamentares contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 32, o primeiro dia da vigília concentrou os atos no Anexo II da Câmara dos Deputados. Na quarta-feira, a pressão foi intensificada com a visita aos gabinetes de deputados e deputadas de MS e demais estados.

A pressão e diálogo com parlamentares foi a estratégia que servidores e servidoras de todo o país usaram desde o começo do ano, para segurar a votação da PEC 32. “Chegamos a dezembro com a certeza que de a nossa mobilização e resistência foram essenciais para evitar a destruição dos serviços públicos e o massacre aos servidores e servidoras”, afirma o presidente da ACP, Lucilio Nobre.

Ao todo, a ACP participou de quatro vigílias em Brasília, com delegações compostas por dirigentes sindicais e representantes da base da categoria. “Em 2021, estivemos intensamente em luta e a nossa mobilização, sob a convocação de nossa Confederação a CNTE, esta conseguindo barrar a votação da Reforma Administrativa na Câmara. Precisamos que todos os professores e professoras tenham essa consciência de classe, de que se não defendermos nossos direitos já conquistados, não é possível ter avanço. As decisões que acontecem aqui em Brasília afetam a nossa vida e a nossa carreira lá na sala de aula de Campo Grande”, avalia a vice-presidente da ACP, Zélia Aguiar, no ato de encerramento que selou o enterro da PEC 32.

Foram 14 semanas de mobilização intensa em Brasília, com representantes de servidores e servidoras públicas de todo o país, em diversos segmentos dos serviços públicos federais, estaduais e municipais. A contínua pressão sobre parlamentares resultou na não votação da Reforma Administrativa, em 2021.

“Não há dúvidas de que a nossa luta foi o que segurou mais esse desmonte dos serviços públicos. 2021 foi um ano muito duro para todos os brasileiros e brasileiras. Vivemos a tragédia da Covid-19 que dizimou a vida de mais de 400 mil pessoas apenas neste ano. A tragédia só não foi ainda maior graças ao trabalho incansável de servidores públicos da saúde, educação, segurança pública, assistência social. É inadmissível mais essa tentativa do governo Bolsonaro e Guedes de destruir o aparato do Estado e prejudicar os servidores e servidoras que mantêm as estruturas de atendimento à população. Seguiremos na luta em 2022 até sepultar de vez essas medidas que atacam direitos”, conclui Nobre.

Além da PEC 32, a ACP, em conjunto com a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), está em luta contra a PEC do calote nos precatórios e a PEC 13, que desvincula o valor do piso do magistério ao custo aluno e passa a usar o INPC como parâmetro para o reajuste do piso salarial profissional nacional do magistério.

Veja como foram os dois dias de luta, sob a visão da delegação da ACP.

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