Nota de Repúdio da ACP às declarações do deputado Ricardo Barros

O Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública – ACP repudia, veementemente, a declaração feita pelo deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, em entrevista à emissora de TV CNN. O deputado desrespeita os profissionais da educação e demonstra desonestidade ao afirmar que “os professores não querem trabalhar” e questionar a capacidade de diretores e educadores.

Numa evidente tentativa de, mais uma vez, buscar transferir a responsabilidade do caos provocado pela inação do governo federal durante a pandemia, jogando a população brasileira à morte, desemprego e crise sanitária, social e econômica, o representante do governo Bolsonaro ataca de maneira rasteira as educadoras e educadores brasileiros, que têm trabalho incessantemente e de maneira sobrecarregada, provando, na prática, a sua dedicação, versatilidade e inovação.

Causa repulsa, mas não surpreende a atitude do parlamentar aliado de Jair Bolsonaro. Essa é a prática comum do presidente da República e sua claque: provocar revolta, insultar servidores públicos para tentar esconder sua incapacidade e sua responsabilidade pelo caos que vive o Brasil, sob seu comando.

Incapaz é o governo e seus apoiadores que, chegando ao final de abril, ainda não aprovaram o orçamento da União para o ano de 2021. Quem foge da sua responsabilidade na pandemia ao não tomar as medidas urgentes para conter o vírus, tratar os doentes, imunizar a população, socorrer financeiramente empresas e evitar a fome e a miséria dos brasileiros e brasileiras, promovendo prejuízos gravíssimos à população, é o governo de Jair Bolsonaro, que o senhor Ricardo Barros representa na Câmara.

Mais uma vez, repita-se: a atitude de Ricardo Barros é deliberada e faz parte do projeto de destruição do país, promovido pelo governo Bolsonaro. Atacar servidores públicos, enquanto se retira todas as condições mínimas para que os mesmos realizem o trabalho que atende o povo brasileiro é o único plano que esse governo tem para o Brasil.

Cabe aos trabalhadores e trabalhadoras resistirem e denunciarem esses absurdos; cabe à população rejeitar esse projeto e cobrar que as autoridades e instituições brasileiras cumpram com seu dever e assumam suas responsabilidades.

Ao contrário da bravata desrespeitosa e descabida de Ricardo Barros, os educadores e educadoras estão trabalhando de maneira degradante e inadequada, lutando por melhorias para a educação pública e cobrando a proteção da população com vacina já, para todos e todas.

A educação tem pressa! O governo tem descaso e desrespeito. Respeite os professores e professoras, Ricardo Barros!

ACP – Desde 1952, nossa luta não para!

 

Campo Grande- MS, 21 de abril de 2021.

A diretoria da ACP.