Na tribuna da Câmara de Vereadores, presidente da ACP defende aulas presenciais com segurança – vacina Já!

O presidente da ACP, professor Lucílio Nobre, ocupou a tribuna da Câmara Municipal de Vereadores de Campo Grande, na manhã desta terça-feira (23), durante a 1º Sessão Ordinária da Casa de Leis, para defender a posição da categoria quanto ao retorno das aulas presenciais com segurança.

Após iniciar seu pronunciamento lamentando a morte de mais de 147 mil brasileiros, sendo 3.200 sul-mato-grossenses, Lucílio solidarizou-se com todas as pessoas e familiares atingidos pela tragédia da pandemia. O presidente do maior sindicato de base de MS usou seu espaço na Casa de Leis para ler a Carta aberta dos Trabalhadores da Educação Pública de MS, além de pontuar outros diversos fatores que prejudicam o retorno às aulas presenciais nas escolas públicas das redes Estadual e Municipal de Ensino, rebater comparações irresponsáveis e defender os motivos para a prioridade dos trabalhadores e trabalhadoras da educação na campanha de vacinação contra a Covid-19, assim como a imunização de toda a população.

“A ACP e os profissionais da Educação Pública de Campo Grande cobram celeridade e empenho dos Poderes Públicos para providenciar a imunização e condições para a adoção de todos os protocolos de biossegurança nas escolas pública, a fim de garantir o retorno às aulas presenciais com segurança”, afirmou Nobre.

Ao apresentar os argumentos baseados na ciência que demonstram a impossibilidade de retorno seguro às aulas presenciais sem vacinar os trabalhadores da educação, Lucílio criticou as comparações indevidas e as tentativas de desviar o foco central da discussão do problema: a proteção à vida e o investimento em educação.

“Nós sempre lutamos por melhores condições de trabalho e investimento de recursos que promovam a qualidade da educação. A pandemia que recaiu sobre o mundo, atingindo ainda mais tragicamente o Brasil escancarou a desvalorização da educação e dos educadores. Nós trabalhamos muito, investindo recursos próprios em capacitação, equipamentos. Foram horas e horas excessivas de trabalho, além da nossa jornada, no intuito de promover o melhor aprendizado possível aos nossos alunos, com a proteção da vida de todos, educadores, estudantes e população em geral. Tudo o que desejamos e retomar nossa rotina presencial nas escolas, com segurança. Não é aceitável falas que comparem a realidade da escola pública com o ensino privado ou com o funcionamento de comércio, bares e restaurantes. Nós não temos clientes, nós temos uma relação intensa e fundamental entre educadores e alunos. A rotina presencial em nas escolas públicas de MS reunirá mais de 400 mil crianças e jovens, além de 60 profissionais da educação, por mais de 4 horas, até 7 horas diárias. Quem vai se responsabilizar pela vida e a saúde dessas pessoas?”, questionou o presidente da ACP.

Lucílio encerrou sua fala destacando a importância de que gestores públicos ajam com responsabilidade e a população se envolva na defesa da educação pública. “É um absurdo que decisões tão graves e impactantes como essa sejam tomadas afrontando todo conhecimento científico produzido até agora. Não se pode pensar: abrimos e depois se der errado, voltamos para o ensino remoto. Quantas vidas serão expostas à doença e à morte? Nós defendemos a vida e a ciência. O que a escola constrói é conhecimento científico e cidadania. A educação tem pressa e conclamamos toda a população para se juntar aos educadores nessa luta para garantia da vida e da educação pública de qualidade”, conclui Nobre.

ACP – Desde 1952, nossa luta não para!