Melhora do IDHM de Campo Grande é prova de que o trabalho do professor é fundamental para o desenvolvimento da nação

         O crescimento da qualidade de vida em Campo Grande, que fez a capital ser classificada como o 100º mais desenvolvido entre os 5.565 municípios brasileiros, segundo o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), tem larga contribuição dos profissionais da educação pública. O fato pode ser percebido pelo indicador de qualidade que mais cresceu em Campo Grande: a educação.
         O Atlas Brasil 2013 foi divulgado na segunda-feira (29). O documento é elaborado a cada dez anos com os dados do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A edição de 2013 avalia e categoriza os dados atualizados do Censo de 2010 para construir o indicador.
         Em termos numéricos o IDHM é calculado de zero a um –  0 significa nenhum desenvolvimento humano, e 1, desenvolvimento humano total. Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o município. Campo Grande obteve índice 0,784, que fez a capital sul-mato-grossense subir 209 posições em relação a sua colocação no Atlas 2003.
 
Educação
         O crescimento de 0,176 pontos no IDHM da educação demonstra que o trabalho dos profissionais da educação pública em Campo Grande tem melhorado e transformado as condições de vida dos campo-grandenses.
         Não é por acaso que a ONU coloca a educação como um dos principais fatores de desenvolvimento de um país. Principalmente porque o aumento da escolaridade interfere diretamente nos outros fatores medidos para se definir a qualidade de vida de uma cidade: a renda e a longevidade.
         O IDHM leva em conta, sobretudo, a presença do aluno em sala de aula e a queda do analfabetismo. Muitos críticos ainda defendem que o aumento no índice que mede a qualidade de vida não significa que a educação melhorou.
         Essa visão é desmentida em Campo Grande quando se leva em conta outro índice de avaliação da educação utilizado pelo país e que foi atualizado em 2012. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), instrumento utilizado pelo Ministério da Educação (MEC) para verificar como ocorre a aprendizagem dos alunos no ensino básico, apontou que no ano de 2011 a educação de Campo Grande se destacou, ficando na 3ª posição, entre as capitais do país. O índice médio da cidade de 5,6 superou a meta nacional de 4,8 delineada pelo MEC.
         O sucesso apontado deve-se, principalmente, ao professor. A valorização do educador, defendida pelo sindicato, é para que o ensino seja de qualidade, uma vez que o professor é o principal ator na transferência de conhecimento de nossa sociedade.
         Por isso, a ACP defende o cumprimento da lei 11.738/08, no que se refere à aplicação do piso salarial para carga horária de 20 horas e 1/3 da jornada destinado ao planejamento. Essa já é uma conquista dos profissionais da rede municipal de educação de Campo Grande, alcançada pela ACP em 2013. No entanto, os trabalhadores da rede estadual ainda sonham com essa valorização.
         Existem ainda outros problemas atacados pelos sindicatos em relação às condições de trabalho na educação pública, como as salas de aulas com número excessivo de alunos, adoecimento do trabalhador e a garantia de meios estruturais que gerem melhores possibilidades de trabalho ao professor.
         É fundamental também o investimento em formação – cursos de pós-graduação e cursos de capacitação permanente – e no salário do trabalhador; pagar só o piso não basta, é necessário ainda aperfeiçoar a carreira do magistério.
         A valorização do professor oportuniza bons efeitos em toda a sociedade. O crescimento do IDEB e do IDHM de Campo Grande demonstra que a cobrança do sindicato em favor do profissional da educação apresenta resultados positivos.