Em greve pela lei do piso, professores recebem estímulo da população para seguirem na luta

         Cientes de fazerem uma luta justa e integrarem uma carreira que merece respeito, os professores de Campo Grande foram às ruas nesta tarde pedir o apoio da população.
         E a resposta não podia ser mais convincente. Em menos de uma hora panfletando e conversando com motoristas que paravam no cruzamento das ruas 7 de setembro e Rui Barbosa, os professores ouviram mensagens como “é isso mesmo, vocês merecem respeito!”. Mais de 500 carros foram adesivados com a frase: “Eu apoio os professores! Defender direitos também é ensinar!”.
         “Nós estamos na luta e todo mundo vê que defendemos mais respeito e valorização e não estamos em greve porque queremos. Sinal disso é a quantidade de motoristas que me pediram para colar o adesivo em seus carros”, constata a professora Tânia Vinholi.
         “Não era isso que eu esperava para minha profissão. Mas não posso me omitir e calar diante dessa afronta ao nosso direito. Estamos na rua, estamos na luta”, lamenta a professora Mônica Cristina que preferia estar com seus alunos, recebendo um salário digno e compatível com sua formação.


         Além da ação na rua, em frente ao sindicato, outros grupos de professores visitaram as escolas municipais onde os professores não aderem à greve. Na terça-feira pela manhã, os educadores retornam à Câmara de Vereadores para cobrar mais empenho dos parlamentares no zelo pelo cumprimento das leis. As 15h, o sindicato realiza assembleia geral extraordinária para avaliar possível proposta que a prefeitura prometeu enviar aos professores.