Eleições municipais oportunizaram ao povo escolher projeto de cidade para os próximos anos

A população de todo o Brasil foi às urnas no último domingo (15/11). No dia em que comemoramos a Proclamação da República em nosso país, após pouco mais de um século em meio a tantos entraves, golpes e ameaças à democracia, a ACP ressalta que a participação popular, livre e irrestrita, por meio do voto, para eleger democraticamente prefeitos e vereadores de nossas cidades é a maior vitória a ser celebrada.

“Em um momento onde se observa um nítido movimento para desestabilizar o processo democrático no Brasil e no mundo, exercer o dever e o direito cidadão ao voto é essencial”, pontuou o presidente da ACP, professor Lucílio Nobre.

Em uma eleição totalmente atípica, em meio a pandemia do novo coronavírus, abstenção em Campo Grande foi de 25,14%, um pouco maior do que a registrada em todo o país, que ficou em 23,14%.

Com a reeleição do prefeito Marquinhos Trad (PSD) em primeiro turno, a população campo-grandense já sabe qual será o cenário político da capital para os próximos quatro anos. Teremos um prefeito em segundo mandato e uma Câmara de Vereadores com 17 dos 29 parlamentares iniciando novo mandato a partir de 2021, duas mulheres apenas, sendo uma delas jovem, em primeiro mandato. Ao todo, 17 vereadores foram eleitos pela coligação do atual prefeito reeleito.

A vice-presidente da ACP, professora Zélia Aguiar, destaca a importância de a categoria do magistério municipal manter a luta e a união por meio do sindicato. “Nas eleições, vivemos um período importante para toda a sociedade e uma oportunidade de discutir a cidade a partir da nossa luta em defesa da Educação Pública. A categoria precisa compreender o peso da disputa eleitoral como forma de promover a valorização do magistério e dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. No entanto, também destacamos que a nossa luta é diária e o movimento sindical é nosso principal instrumento de promoção da valorização profissional e da defesa dos nossos direitos”, avalia a professora Zélia.

Lucílio Nobre conclui apontando a postura que a ACP manterá no relacionamento com os próximos representantes dos Poderes Executivo e Legislativo municipal. “Seguimos como classe trabalhadora reunida em nossa entidade sindical, instituição democrática e essencial da sociedade, buscando melhores condições de trabalho, dignidade, maior qualidade para a Educação Pública e respeito à democracia. A ACP, desde 1952, preza pelo diálogo com os representantes eleitos pelo povo e luta em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação”, conclui Nobre.

ACP – Desde 1952, nossa luta não para!