Ditadura nunca mais!

A Memória não pode ser apagada. É papel da educação valorizar e se comprometer com a propagação da verdade sobre a nossa história. O povo Brasileiro não pode silenciar quando se pretende que crimes contra a humanidade sejam comemorados. O que se iniciou em 31 de março de 1964 foi um golpe civil-militar contra a nossa democracia e o nosso povo.

A ditadura implantada a partir disso perseguiu pessoas, cassou direitos políticos, censurou artistas, professores, estudantes e intelectuais, prendeu sindicalistas e sufocou os sindicatos, torturou e assassinou brasileiros e brasileiras. Além de promover o atraso em nosso país e a ampliação da corrupção e de nossas mazelas sociais.

A ACP repudia veementemente toda e qualquer manifestação antidemocrática que tente reinventar nossa história. Não há dignidade no ataque à democracia. A ditadura militar brasileira foi cruel, covarde e todos os seus atos são dignos de  reprovação social, política, institucional e jurídica. Afronta a Constituição Federal e toda a ordem democrática do país quem tenta dar ares de glória à escória que usurpou nosso país de seu povo, fechando Congresso, perseguindo e assassinando opositores políticos ou quem quer de ousou defender a democracia e a vida do povo brasileiro. A presença do presidente da república, eleito democraticamente, corroborando as práticas criminosas deixa evidente a profunda crise político-institucional que vivemos.

Contornos cruéis são acrescentados quando tais atos acontecem em plena crise grave de saúde e econômica que assola o país, com o descontrole e a omissão em relação à pandemia do novo coronavírus. Jair Bolsonaro e sua claque desenvolvem a cada dia, um evidente plano genocida e excludente, que ascendeu ao poder com a eleição de um presidente que incorpora toda a destruição de um conceito de soberania e desenvolvimento social e econômico para o Brasil. O que Bolsonaro e seus apoiadores sonham é mergulhar o país nas trevas que sempre nos assombraram desde a colonização.

A luta dos trabalhadores, das minorias historicamente oprimidas, das mulheres, população negra, indígena, camponesa, trabalhadores do campo e da cidade, defensores da democracia sempre foi por um país livre, plural, equânime e soberano. A ACP continuará denunciando a barbárie da ditadura e lutando contra pretensões abjetas, autoritárias e mórbidas que movem os interesses desse grupo que se identifica com ditaduras, torturadores e golpistas.

Honrando seus 69 anos de luta em defesa da Educação Pública, dos trabalhadores e da democracia, a ACP segue defendendo os ideais libertadores e transformadores que advêm do conhecimento e da união dos que sonham com um Brasil maior, melhor e mais justo para todos os brasileiros e brasileiras.

A ACP Sempre estará em luta na defesa da democracia! Desde 1952, nossa luta não para!