Ataque à Gestão Democrática na REE é retrocesso na educação estadual

Iniciamos novembro e a educação enfrenta momentos de tensão. Seguindo a onda conservadora, retrógrada e antidemocrática que assola o país desde a eleição de Jair Bolsonaro para presidente do Brasil, o governo Azambuja afronta a democracia nas escolas estaduais. Garantida há quase três décadas (desde 1991), a eleição direta para diretores escolares está sob forte ameaça.

No início de setembro, a SED (Secretaria de Estado de Educação) apresentou uma minuta a fim de regulamentar a eleição para diretores neste ano. O documento joga no lixo, o histórico de gestão democrática na Rede Estadual de Ensino (REE), ao sugerir que os candidatos não serão mais eleitos diretamente pela comunidade escolar. O processo eleitoral classificaria os candidatos em uma lista tríplice, e a SED escolheria entre os três mais votados. Essa situação nunca aconteceu na REE, e, na prática, retira completamente a escolha das mãos da comunidade escolar, uma vez que não respeita o voto de alunos, professores, funcionários, pais e mães.

“É uma medida autoritária, ingerência da SED na gestão das escolas. Faz parte dessa política de perseguição e repressão à educação e seus profissionais que impera no Estado de Mato Grosso do Sul e no Brasil. Nós vamos lutar e resistir. Jamais deixaremos que nos tirem a autonomia e a prática democrática em nossas escolas. Democracia não se negocia!”, afirma a vice-presidente da ACP, professora Zélia Aguiar.

Ainda em setembro, a ACP lançou a campanha Democracia não se Negocia! Em defesa da manutenção das eleições diretas para diretores e diretores-adjuntos na REE. “Atacar a democracia nas escolas públicas e ferir a cidadania e abraçar o autoritarismo. Educação pública é, essencialmente, o ambiente onde as pessoas iniciam seu exercício cidadão e democrático. Não podemos aceitar que mais esse desmonte atinja os(as) trabalhadores(as) e toda a população”, conclui o presidente da ACP, Lucílio Nobre.

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