ACP lança campanha contra privatização das empresas públicas

Há um ano, a ACP está em campanha contra a privatização e em defesa das empresas públicas brasileiras. Lançada no dia 21 de agosto de 2018, a campanha visa conscientizar a população sobre o grande desmonte que as privatizações trarão para o país. Siga @acpmsoficial no Facebook, Instagram e Youtube para compartilhar #ACPcontraPrivatizacao.

O projeto neoliberal de Estado mínimo e entrega à iniciativa privada, das empresas públicas brasileiras que atuam em setores estratégicos como energia, petróleo e gás, comunicações e bancos públicos fere a soberania nacional e retira investimentos fundamentais na garantia de direitos básicos, como educação, saúde, segurança pública, assistência social e moradia.

Governo Bolsonaro amplia desmonte do patrimônio nacional

Lançada ainda durante o mandato de Michel Temer, a campanha da ACP já destacava os graves prejuízos que o plano de privatizações provocaria à população brasileira e à soberania nacional. Um ano depois, o projeto do governo  de Jair Bolsonaro (PSL) é ainda mais devastador.

Anunciado nessa quarta-feira (21), seu plano de liquidação do patrimônio nacional, prevê a venda ou extinção de empresas públicas como Correios, Telebras e Eletrobras. Ao todo, 17 empresas estão no plano de desmonte do Estado brasileiro elaborado pelo ministro da Economia, o rentista Paulo Guedes, homem do mercado financeiro que já anunciou mais de uma vez que pretende “vender tudo”.

Em atividade com empresários e executivos de grandes empresas, na terça-feira (20), em São Paulo (SP), Guedes declarou: “Vamos acelerar as privatizações. Tem gente grande que acha que não vai ser privatizado e vai entrar na faca”. O ministro reafirmou ainda a meta de privatizar US$ 20 bilhões neste ano.

Para enfrentar o projeto de entrega do patrimônio público, será lançada em 4 de setembro, durante seminário na Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar e Popular em Defesa da Soberania Nacional.

Veja abaixo a lista das empresas que Bolsonaro pretende vender ou extinguir, segundo o Poder360:

Emgea (Empresa Gestora de Ativos);

ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias);

Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados);

Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social);

Casa da Moeda;

Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo);

Ceasaminas (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais);

CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos);

Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.);

Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo);

EBC (Empresa Brasil de Comunicação);

Ceitec (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada);

Telebras;

Correios;

Eletrobras;

Lotex (Loteria Instantânea Exclusiva);

Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo).

Com informações do Brasil de Fato