ACP convoca ato na Assembleia Legislativa e reivindica valorização do magistério estadual com equiparação salarial de professores convocados

A ACP inicia o ano de lutas com mobilização em defesa dos direitos dos profissionais da educação da rede estadual de ensino. O sindicato convoca seus filiados para participar de um ato nesta quarta-feira (02), às 9h, na Assembleia Legislativa. Além da ACP, participarão representantes de todos os sindicatos municipais de trabalhadores em educação de Mato Grosso Sul, que compõem a Fetems.

A mobilização reivindica a equiparação salarial entre professores efetivos e convocados, o cumprimento do piso salarial por 20h, a realização de concurso público para o magistério e justiça para os aposentados, com a apresentação de uma contrarreforma da previdência que reduza os prejuízos provocados pela última alteração na Lei 274/2020, que aumentou a alíquota previdenciária para os servidores estaduais já aposentados e os que se aposentarão após a lei, cobrando a contribuição a partir de um salário mínimo, causando perda de rendimentos aos trabalhadores e trabalhadoras.

“A situação dos professores convocados na rede estadual hoje é absurda. Imagine que numa mesma escola, a mesma sala de aula, um professor ganha metade do outro? Isso é a precarização total do magistério. É o que se pode chamar de uberização da educação. O governo do estado precisa corrigir essa injustiça e valorizar a categoria pagando o piso para 20h a todos os educadores e educadoras”, protesta o presidente da ACP, professor Lucilio Nobre.

Atualmente, o governo do estado paga uma salário 47,7% menor aos professores e professoras convocados para executarem o mesmo trabalho e com a mesma formação que os educadores efetivos. A campanha “Chega de Injustiça” visa acabar com essa diferença salarial, que coloca os professores convocados em subempregos, recebendo metade do piso salarial do magistério estadual.

O reajuste do Piso Salarial Nacional em vigência para os (as) professores (as) agora em 2022 foi de 33,23%, elevando o piso para R$ 3.845,34. A luta da ACP em Campo Grande e no Mato Grosso do Sul é para que prefeitura e governo do estado integralizem o valor do piso nacional para uma jornada de 20h semanais, cumprindo as legislações municipal (Lei 5.411/2014) e estadual (Lei 277/2020) sobre o piso do magistério.