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30.06.2017 - 16:27

Greve Geral: ACP mantém a luta contra retirada de direitos

A união dos trabalhadores é a força para barrar a retirada de direitos. Sob a mesma bandeira contra as reformas, em defesa das diretas já, do Piso 20h e da democracia, mais de 10 mil trabalhadores protestaram em Campo Grande, nesta sexta-feira (30)
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A união dos trabalhadores é a força para barrar a retirada de direitos. Sob a mesma bandeira contra as reformas, em defesa das diretas já, do Piso 20h e da democracia, mais de 10 mil trabalhadores protestaram em Campo Grande, nesta sexta-feira (30). O Ato que começou na Praça Ari Coelho e percorreu as ruas do centro da Capital de Mato Grosso do Sul faz parte das ações da Greve Geral Nacional.

Os professores de Campo Grande mostraram novamente que acreditam no poder da mobilização para barrar o ataque aos direitos dos trabalhadores. “É mais do que retirada de direitos. É falta de respeito às vitórias conquistadas por todas as categorias, pelos servidores públicos federais, estaduais e municipais, bem como de todo cidadão brasileiro. A ACP está mais uma vez na rua porque só a luta nos garante”, afirma a vice-presidente da ACP, professora Zélia Aguiar.

Lucílio Nobre, presidente do sindicato, lembra a construção do movimento de resistência dos trabalhadores. “Mais um dia histórico, onde unimos todas as centrais sindicais, todos os sindicatos contra esse governo ilegítimo. Esse mesmo governo que já foi delatado quer sangrar os trabalhadores, tirar os nossos direitos para que, de forma mentirosa, possa parecer que o país está se desenvolvendo. O governo não tem a mesma disposição para fazer o enfrentamento contra a sonegação, contra a corrupção. Portanto, hoje damos mais um grande passo para frear essas reformas, rumo às Diretas Já e, aí sim, o povo escolher os novos caminhos para o país”, declara Nobre.


O ato em Mato Grosso do Sul contou com a presença de representantes nacionais do movimento sindical da educação. A Secretária Geral da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), professora Fátima Bezerra, falou sobre a paralisação em todo o país. “MS, como todo Brasil, está parado neste dia, principalmente os professores, os funcionários de escola, contra as reformas da previdência e trabalhista. Mas, infelizmente, esse não é o último ato. Nosso último ato vai ser derrotar as reformas e o governo Temer”, assegura Fátima Silva.

Atuante em todas as manifestações contra a retirada de direitos, a professora Olinda Conceição da Silva explica o motivo que a leva às ruas. “Nós estamos passando por um período bastante conturbado. A importância do povo vir pras ruas é justamente isso: que a gente avance nas negociações e que a nossa voz seja ouvida, não somente em MS, como em Brasília, porque as reformas que acontecem lá atingem todos os trabalhadores, inclusive da iniciativa privada. É importante vir para a rua para, pelo menos, se não pararmos as reformas, conseguirmos mais tempo para negociar, conversar, para o trabalhador não ser tão prejudicado, como já está sendo” conclui Olinda.

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