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07.07.2017 - 18:17

Defesa do Piso 20h e luta contra reformas marcam primeiro semestre na ACP

De janeiro a julho, o sindicato protagonizou importantes mobilizações contra a retirada de direitos
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A ACP encerrou as atividades do primeiro semestre com muito trabalho. Já no começo da semana, a ACP esteve na governadoria, cobrando do governo uma posição quanto à correção salarial de todos os servidores do Estado de MS.

Na quarta-feira (05), o sindicato realizou a última reunião de representantes sindicais antes das férias de julho para atualizar a categoria sobre os assuntos de interesse dos educadores.

Fechando a semana, nesta sexta-feira (07), o presidente Lucílio Nobre participou da reunião com a equipe do governo do Estado para tratar sobre o cumprimento da Lei Complementar nº 200 (Piso 20h).

“O governo não apresentou nenhuma proposta concreta para ser debatida com a categoria, portanto a greve está mantida. No entanto, o diálogo entre a Federação e o Governo está aberto e pode ser que tenhamos uma proposta nesse período das férias. Nesse sentido, estaremos na luta pelo Piso 20h”, afirma Nobre.

Sem uma proposta do governo para cumprir a Lei do Piso, os trabalhadores da educação entram em greve após as férias de julho. O indicativo é iniciar a paralisação no dia 25 de julho, data que seria o retorno das aulas na Rede Estadual de Ensino, com uma assembleia geral na ACP, onde serão deliberadas as ações grevistas.


Retrospectiva

Nos seis primeiros meses do ano, a ACP liderou importantes lutas em defesa dos trabalhadores e da valorização do profissional da educação pública de Campo Grande. Desde janeiro, a diretoria buscou o diálogo com a prefeitura, cobrando o cumprimento da Lei Municipal 5.411/14, que estabelece o Piso salarial para uma jornada de 20h na REME.

O empenho da ACP garantiu a aplicação da correção de 2017, do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério no Piso Municipal dos professores, o que correspondeu ao índice de 7,64%. Além do reajuste deste ano, o acordo entre ACP e prefeitura, aprovado pela categoria, estabeleceu uma comissão que está discutindo a integralização total do Piso para 20h na REME.

“Garantir a manutenção da Lei do Piso foi uma importante conquista, dado o cenário desfavorável aos trabalhadores. Agora, o desafio para a categoria é manter a mobilização para defender a continuidade da política de valorização salarial, por meio da Lei do Piso”, avalia a vice-presidente da ACP.

Na âmbito das lutas nacionais, a ACP protagonizou diversos atos contra as reformas trabalhista, previdenciária e ampliação da terceirização. Foram três greves gerais em Campo Grande, três viagens atos em Brasília e diversas assembleias, reuniões de representantes e mobilizações.

“2017 tem sido um ano de muita luta. ACP, fazendo jus à história de 65 anos de luta completados em 18 de maio, não foge aos enfrentamentos. Estivemos na linha de frente de todas as mobilizações em defesa dos trabalhadores e da educação pública. A mobilização dos nossos filiados é a força que move a ACP, por isso, convocamos a categoria para manter-se firme no próximo semestre, principalmente na Rede Estadual de Ensino que está iniciando um movimento grevista, porque a realidade tem nos mostrado que só a luta nos garante”, finaliza Lucílio Nobre.


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